Após mais de 65 anos de abandono, Edifício 13 de Maio, no Recife, será demolido

 

Após mais de 65 anos de abandono, Edifício 13 de Maio, no Recife, será demolido

Prédio acumula problemas estruturais e nunca chegou a ser concluído pela construtora

Adelmo Lucena

Publicado: 05/01/2026 às 20:30

Edifício 13 de Maio, na Boa Vista/Foto: Francisco Silva/ DP Foto

Edifício 13 de Maio, na Boa Vista (Foto: Francisco Silva/ DP Foto)

O Edifício 13 de Maio, localizado na Rua da União, no bairro Boa Vista, no Centro do Recife, será demolido após mais de 65 anos. O serviço começará a ser executado nesta terça-feira (6) pela Secretaria de Ordem Pública e Segurança (Seops) da cidade. Inacabado, o edifício acumula diversos problemas estruturais e por muito tempo causou tensão nos comerciantes e transeuntes.

O prédio foi abandonado antes mesmo de ser concluído, na década de 1950, e encontra-se com 11 pavimentos, uma estrutura precária e apresentando risco de desabamento. O prédio foi levantado pela antiga Imobiliária União e, hoje, é cercado de diversos tipos de imóveis, além do Ginásio Pernambucano, do Parque 13 de Maio e de edificações da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

Em setembro de 2025, parte da parede do edifício desabou sobre o telhado de um imóvel vizinho e atingiu dois carros que estavam estacionados. Na época, a gestão municipal informou haver a necessidade de um escoramento metálico do imóvel, de forma a garantir a segurança da obra, o que exigiu um novo processo licitatório de demolição.

De acordo com uma petição feita em 2023 para que a prefeitura realizasse intervenções no prédio, entre elas a demolição, a Defesa Civil realizou inspeções no imóvel em 09 de junho de 2010, 24 de fevereiro de 2012, 03 de julho de 2013 e 14 de outubro de 2015, classificando a situação, à época, como de Risco Alto (R3).

A partir de novembro de 2019, diante da inexistência de ações de recuperação da estrutura, o grau de risco foi elevado para Risco Muito Alto (R4). Segundo o relatório, durante as vistorias internas e externas foi constatado que não foram executadas intervenções de manutenção, recuperação ou reforço estrutural capazes de assegurar a estabilidade do edifício.

 A ausência de medidas comprometeu ainda mais a capacidade autoportante da edificação, acelerando o processo de degradação. Também foram identificadas múltiplas avarias estruturais distribuídas por todos os pavimentos do prédio.

Em 2024, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) alertou máxima urgência de acelerar o processo de derrubada do imóvel, considerada a “única alternativa a ser providenciada no sentido de eliminar o risco e, antes de tudo, de evitar uma possível tragédia alertada pelo próprio Poder Público”.

No mesmo ano, a prefeitura disse que estava atenta à questão do imóvel abandonado” e iria publicar um edital de licitação para contratar a empresa que realizaria a demolição, o que só saiu do papel no dia 4 de dezembro de 2025.

 

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem