Catracas elevadas já estão em teste nos ônibus do Grande Recife para combater evasão
Além de desmoralizar o sistema, as invasões geram um prejuízo de R$ 20 milhões por mês e desorganizam todo o planejamento operacional da frota

Além de desmoralizar o sistema, as invasões geram um prejuízo de R$ 20 milhões por mês e desorganizam todo o planejamento operacional da frota

1 / 3Na verdade, os novos bloqueios não são um equipamento único, como antes. As catracas ganharam uma estrutura acoplada sobre elas, desenhada para permitir uma passagem ergonômica dos passageiros.
Pelas imagens das catracas elevadas que estão sendo instaladas em algumas empresas de ônibus, os equipamentos são mais ‘quadrados’ e compridos. Também têm um espaço no eixo central pensado para facilitar a passagem de mochilas e sacolas, por exemplo. Essa área, entretanto, foi criticada por algumas pessoas que viram o modelo da catraca, sob o argumento de que é grande e ainda permite a invasão..
Os modelos mudam de empresa para empresa e, antes de serem utilizados, precisam ser validados pelo CTM. No caso das pessoas com deficiência (PCD) e os passageiros obesos, a recomendação é o uso da porta do meio para o embarque nos coletivos que receberem os equipamentos.
Os testes iniciais, com duração prevista de três meses, envolverão as duas empresas concessionárias - MobiBrasil e Conorte - e algumas permissionárias, como Caxangá/Metropolitana, Globo e Borborema.

Em junho de 2024, pelo menos 14 linhas de ônibus da RMR haviam iniciado testes com catracas elevadas, oficializados pelo governo de Pernambuco em agosto. No entanto, a experiência foi marcada por críticas intensas e um episódio de grande repercussão nacional em que uma mulher ficou com a cabeça presa em um dos equipamentos.
A retomada dos testes ocorre após um período de suspensão. O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) havia recomendado a retirada dos equipamentos utilizados anteriormente devido à falta de regulamentação e às inúmeras reclamações dos passageiros. A exigência do MPPE foi para que os testes fossem interrompidos até que as catracas estivessem adequadas às normas da ABNT, o que não se verificou à época.
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